MALAS PRONTAS: dicas de como levar dinheiro para o exterior

Olá, pessoas! Neste post nós contamos com a disposição e ajuda sensacional da Pri, que está vivendo um intercâmbio no Peru e vai dividir com a gente como foi que ela levou dinheiro para outro país? Bora ler? 

Como levei dinheiro para o meu intercâmbio no Peru
                                                                                                  Por Priscila Faria

Como eu contei neste post, eu consegui uma bolsa para fazer um semestre da faculdade no Peru, e um dos meus maiores desafios foi fazer meu dinheiro render mais. Muitas vezes quando pensamos em intercâmbio, nossas principais preocupações são o idioma, onde morar e o que comer, mas o que muita gente não sabe, é que uma das coisas mais trabalhosas é administrar seu dinheiro durante a viagem e tentar fugir das tarifas!
Como meu intercâmbio tem a duração de cinco meses, eu usei várias alternativas para levar dinheiro para o exterior e eu vou contar os prós e contras de cada uma.

1. Dinheiro em espécie

Em meu intercâmbio eu levei um pouco de real e dólar em espécie, para trocar no Peru. Como o acesso à casa de câmbio em Lima é fácil, eu decidi levar uma pequena quantia em espécie para aproveitar a variação cambial – no Brasil o sol estava sendo vendido à aproximadamente R$ 1,10 e no Peru, eles compravam o Real Brasileiro por até 0,98 centímos de Sol (é como fosse centavos para nós). Ou seja, comprando o sol em Lima, eu economizava 12 centavos.Somente para ter dinheiro para os primeiros dias da viagem, eu comprei uma pequena quantidade da moeda peruana no Brasil (eu usava o aplicativo MSN Dinheiro para acompanhar a cotação). Resolvi fazer desta forma, porque quando você compra moeda estrangeira em uma casa de câmbio no Brasil, você tem que pagar 0,38% de imposto para o governo. Caso você fizesse pagamentos usando seu cartão de crédito ou débito no exterior, o imposto seria de 6,38%!

Vantagens: 

- Não precisa se preocupar com tarifas bancárias;

- Dinheiro em espécie é aceito por todos os estabelecimentos(No Peru, nem todos aceitam cartões);

- IOF de apenas 0,38% (pagamentos com cartão tem imposto muito maior);

- Você tem melhor controle dos seus gastos.

Desvantagens:

- Falta de segurança (assaltos, furtos, perda);

- Sobras de dinheiro no fim da viagem;

- Risco de receber notas falsas (se você troca dinheiro com cambistas de rua ou em casas de câmbio suspeitas, existe uma grande risco de receber cédulas falsas).

Dicas:

Imagem de doleira para levar dinheiro com mais segurança.
Fonte: Google
-Fique atento ao limite em espécie que podem ser levados sem declaração à Receita Federal. Quando viajei, o limite era de R$ 10 mil. Verifique no site da Receita Federal e as regras do país que você vai viajar.

- Leve sempre seu dinheiro no seu corpo e nunca na mala! Eu sempre levo meu dinheiro e passaporte em uma doleira, que fica super discreta debaixo da roupa. Se roubarem sua bolsa ou extraviar a mala, pelo menos não levam o essencial. 

2. Cartão pré-pago

Como o nome já diz, é um cartão parecido com a recarga de celular pré-pago. Você coloca R$ 10 reais, por exemplo, e pode gastar esses R$ 10 da maneira que preferir: saque e pagamentos. O cartão Travel Money é uma boa opção para ter segurança e praticidade. Foi uma boa opção para mim por dois motivos: não gosto de andar com muito dinheiro em espécie (medo de roubo) e não gosto de usar meu cartão de crédito em qualquer loja (por medo de clonagem).

Este tipo de cartão pode ser usado em qualquer tipo de estabelecimento que aceite cartões como hotéis, lojas ou restaurantes, por exemplo, e você também pode fazer saques em moeda local nos caixas eletrônicos (ATM), inserindo o cartão no terminal e digitando uma senha.Eu utilizei o cartão pré-pago em duas viagens internacionais e não tive problema. Como a corretora que utilizei foi a Picchioni, os tópicos abaixo são referentes às condições do meu cartão, sendo que outras corretoras e até mesmo bancos, que também oferecem essa opção, podem ter políticas diferentes.

Vantagens:

- Você pode recarregar o cartão pela loja virtual, de qualquer parte do mundo;

- Bandeiras Visa e Mastercard disponíveis;

- A corretora não cobra anuidade ou taxa para emissão do cartão;

- Você pode usar o cartão em outras viagens.

Desvantagens:

- Além do IOF de 6,38% no ato da recarga no cartão, cada corretora pode praticar uma cotação diferente, fazendo com que o preço da moeda seja mais alto. Enquanto escrevo este post por exemplo, o dólar está R$ 3,31 porém a corretora está cobrando R$ 3,45. Ou seja, a cada dólar que você recarregar seu cartão, será cobrado 14 centavos pela corretora, além do imposto que vai para o governo;

- Eventuais tarifas para fazer saques que podem ser da operadora do cartão, ou do caixa eletrônico;

- Cartões não são aceitos em todos os locais.

Dicas:

Imagem de cartões pré-pago.
Fonte: Site da corretora Picchioni
- Antes de escolher a corretora ou banco, se informe sobre as possíveis tarifas que podem ser cobradas, como é o suporte em caso de perda ou roubo do cartão e qual é o tempo que se demora para concluir a recarga.

- Para recarregar o cartão à distância, você precisa fazer transferências bancárias. Portanto, verifique se seu banco cobra tarifa para fazer transferências. Caso a tarifa seja alta, a opção do cartão pré-pago pode ficar em desvantagem em comparação com as outras opções. 

3. Saques no cartão de débito

Sim, é possível sacar dinheiro diretamente de sua conta corrente do Brasil. As tarifas variam de banco para banco e dependendo do seu tipo de conta, você pode ter benefícios para uso do cartão no exterior, como isenção de tarifas de saque, por exemplo. Para sacar qualquer valor na moeda no Peru, o meu banco cobra um valor fixo de R$ 24,20 por saque. Fazendo as contas, no meu caso, sai um pouco mais barato fazer o saque usando o cartão pré-pago porque a tarifa é menor. Confira as tarifas do seu banco para uso do cartão no exterior e avalie qual é a melhor opção para você. 

Vantagens:

- Dinheiro é debitado de sua conta na hora;

- Você não precisa abrir conta em outro banco/corretora;

-Utiliza a cotação do dia do saque. 

Desvantagens:

- IOF de 6,38% por transação;


Imagem de caixa eletrônico ATM.
Fonte: Melhores destinos
- Eventuais tarifas bancárias, que podem ser da operadora do cartão, do banco ou do caixa eletrônico;

- Não são todos os locais que possuem um caixa ATM.

Dicas:

- É necessário habilitar seu cartão para uso no exterior. Você pode fazer isso antes da viagem em agências físicas ou, em alguns bancos, pelo internet banking/telefone durante a viagem.

- Consulte o valor e o tempo de reposição de um novo cartão. Você pode precisar de outro cartão caso haja roubo, perda ou qualquer outro problema. 

- Para saber mais detalhes sobre o saque em caixas ATM, leia o post do site Melhores Destinos

4. Cartão de crédito

No meu caso, cartão de credito é minha última opção. Talvez seja uma questão particular, porque eu gosto de gastar exatamente aquilo que eu tenho disponível e ver o dinheiro saindo da conta no mesmo dia. O que mais me desanima ao usar o crédito no exterior é que você fica refém da variação cambial e não sabe exatamente qual valor será cobrado em sua fatura (a cotação do dólar utilizado não é do dia da compra mas sim do dia de fechamento da fatura). Eu fiz uma compra no cartão de crédito no Peru de aproximadamente R$ 416 porém na fatura foi cobrado R$ 440, justamente devido à variação cambial.

Vantagens:

- Você pode acumular pontos/milhas;

- Pode ter serviços extras incluídos, como o seguro viagem;

- Existe a possibilidade de parcelar os gastos;

Desvantagens:

- IOF de 6,38% em cada compra;

- Você fica sujeito à variação cambial;

- Cartões não são aceitos em todos os locais;

Dicas:

- Verifique se seu cartão de crédito possui seguro para viagem internacional. Caso haja clonagem e cobranças indevidas em sua fatura, o seguro te ajuda a resolver alguns problemas sem custo adicional como envio de outro cartão e envio de dinheiro de emergência. Consulte as condições do seu banco.


Depois de ler todas as alternativas, como saber qual é a melhor para você? Fazendo as contas. Coloque na ponta do lápis todos os gastos que você terá com cada opção e compare. Minha sugestão é que você escolha a mais adequada de acordo com sua viagem, mas que você também utilize outras duas formas de pagamento, por segurança. Imprevistos podem acontecer e é melhor ter mais opções para não ficar sem dinheiro durante a viagem.

Gostou do post? Você tem mais sugestões de como levar dinheiro para o exterior?

Comente aqui abaixo! 

Mini-bio 

Priscila Faria é estudante de graduação em Administração de Empresas na PUC Minas e está fazendo o intercâmbio de um semestre na Universidad del Pacífico, em Lima, no Peru. Com perfil empreendedor e apaixonada por negócios, quer construir uma carreira com propósito, trabalhando em empreendimentos com impacto social pelo mundo.






Nós, do Chama Elas, agradecemos imensamente a ajuda da Pri! Sucesso, moça!