MALAS PRONTAS: bate-papo com um americano que viveu em BH


Olá pessoal, tudo bem com vocês? Finalmente está chegando a sexta-feira, quem ai está ansioso para o final de semana? o/ 
Como vocês sabem quinta-feira é dia de “Malas Prontas” aqui no blog, e hoje eu vim compartilhar com vocês a entrevista que fizemos com o Kevin Guimarães, mais conhecido na internet como Filósofo Pratão. 





Kevin nasceu em Lowell (Massachusetts) onde reside atualmente, morou em Belo Horizonte desde quando tinha dois meses de idade até a idade adulta. Cursava Filosofia na UFMG e em 2016, deixou tudo para trás aqui no Brasil para retornar para o Estados Unidos. Desde de pequeno Kevin já era apaixonado por jogos em gerais e hoje faz stream de jogos online aos finais de semana.  
Aproveito para convidar vocês a conhecerem e acompanharem ele nas redes sociais, e seguir também nas streams, juro que o canal dele é bem engraçado, vocês vão curtir bastante, principalmente os jogadores de League of Legends rs 






Chama Elas: Quanto tempo você levou para se organizar? A contar da data em que você decidiu se mudar de país até a data de embarque.
Kevin: Não sei ao certo. A ideia nasceu anos antes, mas do momento em que eu sabia que faria isso até embarcar, cerca de seis meses.

Chama Elas: Você teve alguma dificuldade com o visto?
Kevin: Não. Sou cidadão americano.

Chama Elas: Dizem que no aeroporto, dependendo do país, você passa por uma entrevista ao chegar. Você passou por alguma entrevista?
Kevin: Mesmo sendo cidadão, mexeram nos meus arquivos pessoais e me fizeram um interrogatório. Isso não é padrão, mas pode acontecer.

Chama Elas: Quais dicas você daria para quem está pensando em se mudar para o exterior ou começando a se organizar agora?
Kevin: Para todos que pensam em sair do Brasil, tenham em mente que não se faz nada sem muito dinheiro, bons contatos e qualificações. Ainda que você tenha tudo isso, as chances de fracasso são reais.

Chama Elas: A adaptação foi muito difícil? O que mais causou estranhamento?
Kevin: O choque cultural é imenso.

Chama Elas: E a respeito de emprego? Foi difícil? Conte um pouco dessa experiência e sobre o que tem feito.
Kevin: Só consegui me empregar porque tinha um amigo para me indicar. Sem qualificações e sem contatos, a chance de conseguir emprego nos Estados Unidos é mínima.


Chama Elas: Quais os passeios que faz por ai? Você costuma visitar museus e parques?
Kevin: A vida do imigrante (pelo menos nos primeiros anos, acredito) não permite esses luxos. Eu vivo salário por salário, e trabalho para me sustentar.

Chama Elas: Foi difícil encontrar uma casa? Você encontrou um com facilidade? Tem uma diferença grande em relação ao Brasil?
Kevin: Grande dificuldade. Analisaram minha situação no emprego, meu crédito, e pediram dois meses adiantados. Meu caso não é exceção.

Chama Elas: Quanto aos costumes dos americanos, estranhou algo?
Kevin: Como falei anteriormente, o choque cultural é imenso.

Chama Elas: O que você gostaria de compartilhar conosco que não foi perguntado anteriormente? Sinta-se livre.
Kevin: Quando pensando em emigrar, considere sempre suas capacidades e o que você tem a oferecer. Esta é a mentalidade correta, e trabalhá-la não só abrirá portas, como provavelmente evitará muitos transtornos e situações desagradáveis.


Finalizo agradecendo bastante ao Kevin pela disponibilidade em nos contar um pouquinho da sua experiência morando fora do Brasil e desejo tudo de melhor nessa sua nova jornada. Sucesso !