Sobre aquele amor
Somos mais de sete bilhões de pessoas no mundo, mais de sete bilhões de pessoas sentindo os mais diversos sentimentos, experimentando as mais diversas sensações, indo e vindo. Somos sete bilhões de pessoas no mundo buscando incessantemente algo que possa preencher o que sentimos faltar. Somos homens e mulheres em busca de algo que possa nos levar o mais próximo possível do ápice da felicidade, mas mal sabemos nós que esse ápice não existe. O que existe são momentos: momentos bons e momentos ruins. Não há algo que garanta a felicidade eterna. Nem mesmo o amor entre um casal, que é no que geralmente muitos depositam suas fichas.
Talvez o motivo do fim de tantos relacionamentos e da frustração por trás de cada relação mal sucedida seja a cobrança excessiva, o planejamento, a idealização e o desejo de que seja perfeito. Erroneamente pensamos em relacionamentos como algo que deve ser feliz a todo tempo. E amor não é isso. O amor entre duas pessoas não é feito apenas de beijos quentes, abraços apertados e sorrisos bobos. O amor também é sofrimento, renúncia, adaptação e algumas lágrimas. Amor é construção, é começar do zero, não é premeditado. Tão lento como surge, se desenrola e se firma.
O amor mais é que andar de mãos dadas e se assumir publicamente. O amor também é guerra. Guerra entre mundos que precisam se fundir. Porém, é paciente. Quando há amor, há cumplicidade e compreensão. Quando há amor, há desejo de estar perto mesmo depois de um bate boca qualquer. Quando há amor, há vontade de cuidar mesmo lembrando "daquela vez que aconteceu tal coisa" a tantos meses atrás. Amor é esquecer as divergências e se prontificar a proteger. Amor é chá quentinho e beijinho na testa quando o outro adoece, mesmo depois de um dia estressante, mas amor também é sobrancelhas franzidas e bronca quando algo não parece agradável. O amor é um misto. Tão confuso é o amor.
O amor é querer passar a vida com alguém e alguns minutinhos longe. O amor é mais que qualquer outra coisa que você possa sentir. Amor não é paixão. A paixão desconhece o teor do amor. Amor é sincero, duradouro, puro. O amor é libertador, não prende. Amor é sacrifício, também é, por vezes, abrir mão. É confiança, zelo, cuidado, carinho, sorriso, choro, brigas, abraços...
Nada como o amor. Nada como se deixar tomar pelo amor. Nada como deixar que o amor invada sua alma, sem medos, receios, inseguranças. Nada como se permitir viver o amor. O amor, algumas vezes, faz cometer loucuras, porém, em outras, faz ser sensato. É mesmo um sentimento complexo.
O amor não é mesmo paixão, mas precisa que a paixão exista para brotar, e, mesmo depois de nascer, permite que a paixão faça parte da sua rotina. O amor não é escolhido, talvez, nem desejado, mas vem. Vem, e não há fuga.
Amor é conquista constante, é querer não deixar. Amor é estar. Amor é demonstrar, é não se envergonhar, é querer um, dois, três sorrisos. Amor é se renovar, é crescer, é amadurecer, é se transformar.
Amor é amar. ❤
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
(1 Coríntios 13:4-7)
