Mães: lidando com os primeiros dias na escolinha
Então, meninas, eu ainda não sou mãe, acredito que um dia serei, pois é um grande sonho que pretendo realizar. Mas, pelo que já pude notar, os pais nunca estão preparados para deixarem os filhos partirem, mesmo que essa partida seja por apenas algumas horas diárias. Para as mães, principalmente, os primeiros dias do filho na escolinha são os mais traumáticos, algumas, inclusive, sofrem muito nesse período. Muitas mulheres têm certo medo da chegada deste dia, que, infelizmente, é inevitável. E, para falar um pouco sobre essa situação considerada por muitas mulheres apavorante, convidei uma mãe que está passando pela tarefa de levar seu filho na escola pelo primeiro ano. Nathalia Menezes é cabeleireira, tem um negócio próprio e é mãe do pequeno Bernardo, de 3 anos e 5 meses. Ela vai falar para a gente um pouco sobre como tem sido essa experiência. Papel e caneta na mão, vamos anotando as dicas. ❤
Larissa Brandão: Quando você decidiu, juntamente com o seu noivo, que era hora de o Bernardo entrar para uma escolinha? Aliás, quem pensou nisto primeiro?
Nathalia Menezes: Na verdade, partiu de nós dois e, até mesmo, do Bernardo. Ele começou a pedir para ir à escolinha, pois estava ficando muito no meio de adultos e, por mais que esteja perto das pessoas que mais o amam, é muito importante que ele tenha contato com outras crianças. Criança tem que ser criança.
Larissa Brandão: O Bernardo entendeu bem essa proposta ou você enfrentou algumas dificuldades para convencê-lo?
Nathalia Menezes: Ele já pedia para ir para a escolinha, mas, no ano passado, quando ele tinha 2 anos, não tivemos uma experiência boa, pois ele não quis ficar. Desde então fomos conversando com ele e falando que era legal. No primeiro dia de aula ele chorou, mas mostrei pra ele todos os pontos positivos, e hoje com três dias [frequentando a escolinha] ele já ficou super bem.
Larissa Brandão: A presença de uma criança no dia-a-dia de qualquer pessoa durante todo o tempo é muito marcante. Como você está lidando com a passagem de algumas horas longe do seu pequeno?
Nathalia Menezes: É muito marcante mesmo, e te digo que durante o tempo que ele está na escola parece que está faltando uma parte de mim. Na hora em que vou buscá-lo é uma alegria só, mas já estava preparada para isso, acho muito importante passar confiança para ele para que possamos ficar bem, tanto ele quanto eu e o papai.
Larissa Brandão: Isso a ajudou a se desempenhar melhor no seu negócio?
Nathalia Menezes: Hoje é apenas o terceiro dia de aula, mas acho que daqui pra frente vai ajudar bastante.
Larissa Brandão: Muitas mães passam por situações conflituosas ao levarem seus filhos ao primeiro dia de escola. Quais foram as reações do Bernardo ao chegar na escolinha pela primeira vez?
Nathalia Menezes: Ele acordou super animado e chegou lá super animado também, mas quando chegou na sala de aula e viu várias crianças chorando começou a chorar também. A escola entende isso e deixou que as mães ficassem um tempo dentro da sala de aula, então aproveitei esse tempo e mostrei o tanto de coisa legal que tinha, o tanto de amiguinhos para ele brincar, e então falei que ele precisava ficar lá e que a professora era amiga dele e ia ajudar no que ele precisasse. Depois disso, ele parou de chorar, e então eu me afastei e fiquei observando de longe, até que ele começou a brincar e ficou super bem.
Larissa Brandão: Ele fala sobre o que acontece na escolinha? Você o estimula a falar sobre isso?
Nathalia Menezes: O Bernardo sempre foi de contar tudo, pois eu sempre pergunto. Então ele já sai da escola me contando tudo o que aconteceu naquele dia. Acho isso super importante.
Larissa Brandão: Quais dicas você daria para quem ainda precisa passar por essa experiência?
Nathalia Menezes: Acho que os pais tem que passar confiança para a criança, por mais que seja difícil deixar nossos pequenos com uma pessoa "estranha", temos que pensar que é para o bem deles e que isso faz parte da vida, mais cedo ou mais tarde vamos ter que nos separar por algumas horas. Acho também que tem o tempo certo, e cada criança é de um jeito. No ano passado o Bernardo não ficou, ele tinha 2 anos, então decidimos que não era a hora certa, e que aquilo não faria bem pra ele. Hoje, com 3 anos, ele já entende e está gostando bastante. Outra coisa que acho muito importante é estimular a criança a contar o que acontece na escola e ter sempre um contato com a professora para ver se está tudo bem.
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| Nathalia, Bernardo e Jean. |
Então, meninas, é isso! Agradeço mais uma vez à Nathalia por conceder essa entrevista e peço que, se alguma mamãe tem algo a acrescentar, que deixe seu relato nos comentários. É muito bom partilhar experiências! ❤
